Há alturas em que me sinto tão sozinha...
...tinha disto:
Sonho Nº1
Sonho Nº2
Se alguém tiver e não quiser (atenção funcionários públicos de ministérios antigos), digam que eu vou recolher.
E tiro-lhe o chapéu. Aqui.
Este fim-de-semana tive o privilégio de visitar o Bugio. Na Wikipédia está um artigo jeitosinho sobre a fortificação e pode ser consultado aqui.
Ficam as imagens.
Foto de Filipe Rodrigues
Foto de Flipe Rodrigues
Foto de Filipe Rodrigues
Apesar do dia cinzento e chuvoso, foi muito agradável. Confesso até que a atmosfera criada pelo nevoeiro que se elevava das águas, contribuíu para um ambiente ainda mais especial.
Há 30 anos atrás, a Sony lançava no mercado um aparelhinho que mudaria para sempre a história da mobilidade: o Walkman, um pequeno (para os padrões da época) leitor de cassetes*, o que criou o conceito de "música portátil".
Cerca de 10 anos depois, recebi o meu primeiro Walkman, uma coisa deste género:
Não era Sony. Era Casio. Porque obviamente a tecnologia depressa foi copiada por outras marcas e sendo a Casio algo bem mais acessível no mercado, foi esse que me tocou.
Era gigantesco. Branco com a tampa cinzenta translúcida. Tinha uns headphones muito desconfortáveis, com um aro em metal que segurava mal na cabeça e se deformava ao mínimo amasso. Tinha apenas 4 botões: play, stop, forward e pause. Não, não tinha eject. Para sacar a cassete era só abrir o compartimento com as mãos. Também não tinha rewind. Se quiséssemos escutar de novo uma faixa, tínhamos de virar a cassete para o outro lado e usar o forward. Outro senão eram as pilhas, que se gastavam estupidamente depressa. Por isso, para rebobinar cassetes, tornávamo-nos especialistas em fazê-lo manualmente com uma esferográfica Bic - eram as melhores porque o perfil hexagonal ecaixava lindamente na bobine da cassete.
Uns três anos depois juntei os tostões recebidos no natal e no aniversário (que são próximos) e adquiri um autêntico Sony Mega Bass que me custou sete contos. A leveza deste modelo perto do anterior, a moderação no consumo de pilhas (que ainda assim era elevado) e a sensação de conquista fizeram dele o meu companheiro no percurso casa-escola-casa. Por vezes também me fazia companhia nos intervalos entre disciplinas.
Acompanhou-me até à banalização dos cd's. Recordo-me de, no liceu, ainda o utilizar. Os cd's eram (e são) caros e tinha muito poucos. Ficavam em casa, para ouvir na "aparelhagem" (quem terá inventado este nome para o sistema de som de alta-fidelidade?) e as cassetes piratas eram as que se passeavam na mochila justamente com o Mega Bass.
Não sei se ainda durante a minha frequência do liceu ou se já na faculdade, adquiri um discman, quando o volume de cd's que possuía já era justificável para tal aquisição:
Era igualzinho a este. Consegui-o com os pontos do cartão de fidelidade da BP e passou a fazer o percurso ferroviário Cacém-Rossio.
Lembro-me perfeitamente do momento em que ouvi falar pela primeira vez do iPod. Foi na Rádio Comercial, talvez em 2003, e o aparelho era o prémio de um concurso qualquer que lançaram. Descreveram as suas funções e pensei enquanto pagava a portagem na CREL: ora aí está uma excelente invenção. Nem sabia como se escrevia. Recordo-me de achar o nome ridículo (para mim seria Ai Pode) pois nunca mencionaram no tal concurso que a invenção era uma proeza da Apple. Caso contrário teria associado o "i" aos modelos informáticos que lançavam na mesma altura. Também decorreu algum tempo até que o conceito se espalhasse e um dia então, fez-se luz "ahhhh! o tal iPod que ofereceram na Comercial..."
Andei a conter-me perante a possibilidade de adquirir a versão especial U2 (por alturas do lançamento d HTDAAB) e acabei por gastar um terço do valor desse iPod neste modelo mais modesto:
Ainda hoje o uso, embora a capacidade seja apenas de 512Mb. Mas tem gravação de voz que dá muito jeito na escola e rádio FM que dá muito jeito quando estou enfadada. Custou-me 125 euros. E custou mesmo. Custa dar tanto dinheiro por tecnologia tão efémera...
*estou mesmo a ver o meu filho quando souber ler e vier aqui: "Ó mãe, o que é uma cassete?"
Perdeu-se um talento. Único.
Adeus Pina Bausch.
Este post foi feito tão à pressa que nem anotei os créditos fotográficos. Mil desculpas aos autores.
Vou partir para uns merecidos 8 diazitos de férias na Canela. Em abono da verdade, diga-se que levo algum trabalho na bagagem.
Mas se pudesse escolher, na bagagem iriam apenas:
Tudo começou a 5 de Fevereiro. Numas escadas rolantes do Colombo.
Passaram-se 25 anos desde a criação deste jogo maravilhoso que ainda hoje vicia milhares de pessoas.
Eu não sou grande amante de jogos electrónicos, nunca o fui (aliás, os únicos jogos que existem no meu computador são os que vêm com o windows), mas confesso que já perdi horas e horas no tetris, chegando mesmo ao cúmulo de pedir ao meu marido que me trouxesse de Andorra uma daquelas "mini-consola" de jogos electrónica, made in china, que há uns anos se vendiam em tudo quanto era feira e que não têm mais que duas versões do Tetris. Não imaginam o jeitaço que dá na sala de leitura, aka casa-de-banho.
Parabéns Tetris! Obrigada por existires!
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